Hoje em dia, na hora de escolher um curso superior para prosseguir estudos, colocam-se muitas dúvidas sempre.

Desde logo, convém salientar todos os aspetos culturais inerentes à escolha de uma licenciatura: nós somos as expetativas dos nossos pais e das nossas famílias por norma e por isso aos 18 anos, sem perspetivas convictas do que queremos ser para o resto da nossa vida, escolhemos por influência do círculo familiar. Não é errado. Às vezes necessitamos de um empurrão.

És um verdadeiro artista e desenhas e pintas brilhantemente, mas de facto, ninguém vê para ti um caminho como pintor e por isso te encaminham por exemplo para Arquitetura. A decisão será sempre tua.

Se é para fazeres uma coisa para o resto da tua vida e fazeres dinheiro com ela, convém primeiro que gostes muito e segundo que sejas mesmo bom a fazer essa coisa.

Por isso, fazer uma licenciatura nos dias de hoje: sim ou não?

Vamos jogar na liga do “simples” a vamos às respostas:

Será sim quando:

Tiver uma ordem profissional e uma profissão associada: Advogado? Psicólogo? Engenheiro? Arquiteto? Médico? Enfermeiro? Claro que sim. Sempre. Tem de ser. A regulamentação destas profissões assim o exige e por isso a resposta será óbvia. Um enorme e redondo SIM!

Algumas destas profissões são também elas freelancers: o advogado, o psicólogo, engenheiros por exemplo. Ainda assim estão muito regulamentadas e não podemos fugir ao institucionalizado.

No entanto a nosso ver, há profissões para as quais não precisas de licenciatura e que sendo bom, fazes vida facilmente.

Será não quando:

Quando te exige competências técnicas que podes adquirir por formação profissional ou mesmo por ti, pelo teu talento e auto-formação. És um excelente programador, ou excelente designer, ou mesmo excelente formador nas áreas em que és bom: excelente, é continuar a tua arte. Não precisas de licenciatura para isso.

No entanto, sendo muito liberais nesta visão, precisamos de te dizer:

  1. O mercado de trabalho português está muito formatado para a aceitação do “diploma”, ou seja, a licenciatura e o curso superior ditam muita coisa e abrem algumas portas, no entanto o teu mundo é global e há muito trabalho de freelancer lá fora;
  2. Todas as pessoas irão compreender se explicares bem: “não vi necessidade de um enorme investimento financeiro em 4 anos de licenciatura e por isso estudei por mim. O mundo é um livro aberto e a internet também”. Qualquer coisa deste género sim? Faz-te ouvir e explicar.
  3. Nunca ninguém é só uma coisa: tu és o que faz sentido ser naquele momento. Ou seja, achas que és um excelente programador, mas a empresa para onde trabalhas como freelancer vê em ti um excelente team leader e faz-te uma proposta. De programador passas a team leader ou mesmo Project manager. Vês? Não és só uma coisa nunca nem para o resto da tua vida.
  4. As competências são como as cerejas (o ditado é “as palavras são como as cerejas”, mas nós adaptamos). À procura de uma competência acabas por trabalhar outras e outras. Mantém-te flexível e claro, congruente com o que queres fazer e com o que gostas. O resto é trabalho e faz-se. Faz-se bem e com valor.

Mantém-te firme! Estamos cá para ti!